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BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DA BOA VISTA, Mulher, de 15 a 19 anos
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O que a gente pode fazer quando ou muda ou perde, e não consegue mudar-se por nada?

Eu to vendo, pouco a pouco, coisas da minha vida ruírem por, na maioria das vezes, minha absoluta incapacidade de fazer diferente.

O pior, ou não, é a completa consciência da minha própria culpa. Difícil assumir, mas descobri durante estes meses que sou uma pessoa muito imatura emocionalmente quando eu sou peça de um relacionamento. É fácil ter sempre uma visão clara dos problemas e das soluções quando vc está fora da situação, e assim, acostumamos a ter respostas das perguntas e achamos que podemos, a qualquer momento, ter uma vida livre de indagações. Tudo muda, tudo mesmo, quando é vc quem ter que perguntar.

Preciso parar de ser chata e ter um comportamento mimado, coisa que nunca fui e isto é o que me deixa ainda menos tolerante comigo mesma. Mas como é difícil mudar...



 Escrito por **Polly** às 23h42
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Quanto mais eu vivo menos eu sei da vida. Cheguei a essa conclusão filosófica depois das coisas q andaram acontecendo e deram um giro de 180º na minha existência. Se levarmos em consideração q só tenho 18 anos, então, até os meus 60 serei uma completa ignorante em matéria de viver.  No entanto, não estou muito interessada em ficar filosofando. Deixo isso pras minhas épocas de chocolate e madrugadas junto com minha amiga. Se  ela continuar minha amiga. Se eu continuar desinteressada.

Mês que vem, de fato, começa uma nova etapa da minha vida com o início das aulas... que pode ser uma coisa boa, uma coisa ruim ou simplesmente não ser nada demais. Aprendi o bastante no meu colegial, nem sempre de maneira agradável, para não cometer os mesmos erros na faculdade. Mas erros fazem parte da vida e ninguém está livre deles. Tbém não estou preocupada com isso. Minha maior e mais sincera intenção com a faculdade, é que ela me tire da lama do tédio de não ter nada para fazer. Pelo menos terei onde ir a noite durante os próximos 4 anos. Já é alguma coisa. Parei de pensar que não é o que eu queria, onde eu queria, com as pessoas que eu queria. Que a vida aconteça e que eu viva. Descobri, finalmente, que  existe um jogo de cartas marcadas.

Para quem anda espantado com a notícia do meu noivado, não tenho muito a declarar.

Eu que sempre fui uma ferrenha agressora dos relacionamentos e preservei fielmente minha liberdade e solidão como formas perfeitas de viver, me deparo hoje, com um relacionamento sério e , o mais difícil, com o gostar de fato. É aí que descubro defeitos nunca antes imaginados em mim. Tudo o que vc critica, é no fundo, tudo o que vc mais teme em si mesmo. Mas um dia  andando pela rua, na casa de um amigo ou simplesmente numa madrugada boba no MSN, vc descobre que não é imune ao vírus da paixão. Pra alguém tão “auto-suficiente” como eu, foram dois tapas na cara e uma aliança no dedo. Não reprovo a surpresa e até indignação de ninguém. Também não estou aberta a explicações mais profundas. Não posso explicar aquilo que não sei. O que sei, mesmo que as vezes tente me subornar, é que sou uma ciumenta chata, briguenta nata e não canso de bater numa tecla chamada EX. Acontece.

 



 Escrito por **Polly** às 10h44
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